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Sobre a Estrutura de Relatórios da GRI

  • O que é a Estrutura de Relatórios de Sustentabilidade da GRI?
  • O que são Diretrizes para Elaboração de Relatórios de Sustentabilidade da GRI?
  • O que é um Suplemento Setorial?
  • O que é um Protocolo de Indicador?
  • O que é um Anexo Nacional?
  • O que são Princípios de Relatório de sustentabilidade?
  • O que é Conteúdo do Relatório?
  • Qual é a diferença entre indicadores "essenciais" e "adicionais"?
  • Por que a GRI identificou indicadores essenciais se toda organização possui questões de desempenho fundamentais diferentes?
  • Como comunico aos stakeholders que elementos da Estrutura de Relatórios apliquei?

 

O que é a Estrutura de Relatórios de Sustentabilidade da GRI?

A Estrutura de Relatórios consiste em Diretrizes para Elaboração de Relatórios de Sustentabilidade (as Diretrizes), Suplementos Setoriais, Protocolos de Indicadores e, em breve, dos Anexos Nacionais. Juntos, esses documentos são conhecidos como a Estrutura de Relatórios de Sustentabilidade. Seus elementos contêm princípios de relatório, orientação, e um modelo de conteúdo do relatório geralmente aplicáveis a todos os negócios, organizações sem fins lucrativos, órgãos públicos e outras organizações grandes ou pequenas, por todas as áreas geográficas e regiões.

 

O que são Diretrizes para a Elaboração de Relatórios de Sustentabilidade da GRI?

 

As Diretrizes para Elaboração de Relatórios de Sustentabilidade são o elemento fundamental da Estrutura de Relatórios. Elas apresentam o conteúdo considerado relevante para organizações de qualquer porte, setor ou localidade. Todas as organizações que pretendem elaborar relatórios aplicando a estrutura da GRI deveriam começar pelas Diretrizes.

  

 

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O que é um Suplemento Setorial?

 

Os Suplementos Setoriais são desenvolvidos para superar as limitações de uma abordagem padronizada e ajudam a abarcar o conjunto específico de questões referentes à sustentabilidade enfrentadas por setores diferentes da indústria (como vestuário, financeiro). Os Suplementos complementam, mas não substituem as Diretrizes. Os Indicadores de versões finais de Suplementos Setoriais são considerados "essenciais".

 

O que é um Protocolo de Indicador?

 

Um Protocolo de Indicador é a "receita" por trás de cada Indicador de Desempenho e inclui definições para termos-chave do indicador, metodologias de compilação, escopo pretendido do indicador e outras referências técnicas.

 

O que é um Anexo Nacional?

A serem desenvolvidos no futuro, os Anexos Nacionais conterão orientações para elaboração de relatório que reflitam as singularidades das circunstâncias e questões encontradas em nível nacional ou regional. Isso poderá incluir a relação entre as Diretrizes da GRI e exigências nacionais existentes relativas a relatórios ou orientações sobre assuntos referentes à sustentabilidade específicos da região. Os Anexos serão desenvolvidos para uso conjunto com as Diretrizes, não em substituição a elas.


 

O que são Princípios de Relatório de sustentabilidade?

 

Os Princípios de relatório são parte integrante da estrutura de relatórios, tão importantes como o Conteúdo do Relatório. Os Princípios asseguram que tanto os relatores como os usuários de relatório tenham um entendimento comum dos fundamentos de um relatório baseado na GRI. Para definir o conteúdo do relatório, aplique os Princípios de materialidade, inclusão dos stakeholders, contexto da sustentabilidade e abrangência. Para assegurar a qualidade do relatório, use os Princípios de equilíbrio, comparabilidade, exatidão, periodicidade, clareza e confiabilidade. Nas Diretrizes, cada Princípio é acompanhado de uma breve definição, uma explicação mais longa sobre sua relevância e um pequeno conjunto de testes que podem ser usados para aplicar o Princípio.

  

 

 

O que é Conteúdo do Relatório?

 

O Conteúdo do Relatório encontra-se na parte 2 das Diretrizes. Consiste em três tipos de conteúdo:

  • Perfil: Essas informações ajudam a organização a estabelecer o contexto para que os leitores compreendam as questões de sustentabilidade e sua abordagem. As informações sobre perfil incluem: Estratégia e Análise, Perfil Organizacional, Parâmetros para o Relatório e Governança, Compromissos e Engajamento dos Stakeholders
  • Forma de Gestão: Essas informações ajudam a organização a estabelecer o contexto para a compreensão de seus resultados de desempenho. As informações sobre a Forma de Gestão incluem: Objetivos e Desempenho; Política; Responsabilidade Organizacional; Treinamento e Conscientização; Monitoramento e Acompanhamento; Certificações; e Outras Informações Contextuais.
  • Indicadores de Desempenho: Essas informações são usadas para comunicar os resultados de desempenho. Os Indicadores são organizados por categoria de sustentabilidade – econômico, ambiental e social – para facilitar a consulta. Os indicadores sociais estão categorizados em práticas trabalhistas, direitos humanos, responsabilidade pelo produto e sociedade.  

 

 

Qual é a diferença entre indicadores "essenciais" e "adicionais"?

 

Ambos os indicadores resultaram do processo consultivo multistakeholder da GRI ao longo da última década como valiosas medições. Os Indicadores essenciais são pertinentes à maioria das organizações relatoras e de interesse para a maioria dos stakeholders. Os Indicadores adicionais representam uma prática emergente ou fornecem informação de interesse a stakeholders que são especificamente importantes para algumas entidades relatoras. Os indicadores adicionais poderão ser submetidos a mais testes para possível classificação como indicadores essenciais no futuro. Os Indicadores essenciais devem ser incluídos no relatório, a menos que sejam considerados não relevantes quando da aplicação dos Princípios de Relatório, enquanto que os indicadores adicionais podem ser considerados opcionais.

Por que a GRI identificou indicadores essenciais se toda organização possui questões de desempenho fundamentais diferentes?

 

O conjunto de indicadores essenciais representa as questões e itens que os relatores e os usuários de relatório identificaram como geralmente relevantes e essenciais para a comparabilidade e transparência durante o processo multistakeholder de desenvolvimento das Diretrizes da GRI ao longo de quase uma década. Considerando-se que toda organização é singular, haverá variações, mas os indicadores essenciais servem como um ponto de partida geralmente aplicável para a elaboração de relatórios.

Como comunico aos stakeholders que elementos da Estrutura de Relatórios apliquei?

Usando o sistema de Níveis de Aplicação da GRI. Após concluir seu relatório, compare-o aos critérios de Níveis de Aplicação da GRI. Há três níveis, C, B, e A. Um ponto a mais (+) estará disponível para cada nível (C+, B+, A+), caso tenha sido utilizada verificação externa para o relatório. Os critérios para cada nível refletem uma cobertura mais ampla da Estrutura de Relatórios da GRI (Diretrizes e Suplementos). Faça uma declaração em seu relatório declarando o nível de relatório atingido. A obtenção de um parecer externo ou de uma verificação da Secretaria da GRI a respeito da autodeclaração é opcional.

 

 

 

 

 

2002

“de acordo com”

C

C+

     B

B+

A

A+

Obrigatório

 

 

Autodeclarado

 

 

Com Verificação Externa

 

R

Com Verificação Externa

 

 

Com Verificação Externa

 

Opcional

Examinado por Terceiros

 

 

 R

 

Examinado pela GRI

 

 

Ícone GRI B

 

 

 

Como os elementos da Estrutura de Relatórios são criados e aperfeiçoados?

Quando um novo elemento da Estrutura de Relatórios da GRI precisa ser criado (como um novo Suplemento Setorial) ou um elemento existente precisa ser atualizado (como o recente trabalho com as Diretrizes G3), a GRI reúne grupos de especialistas para discutirem, usando uma abordagem que busca o consenso, os conteúdos do elemento e chegarem a um acordo quanto aos indicadores e orientações que devem ser incluídos. Esses especialistas sempre representam um equilíbrio geográfico e entre os diferentes grupos de stakeholders (empresários, trabalhadores, sociedade civil, organizações profissionais, etc.). Sempre há uma oportunidade para o público se envolver nesses processos, principalmente na forma de comentários públicos pelo período de 90 dias, quando todos são convidados a enviar seus comentários. Há vários outros sub-processos associados ao processo de desenvolvimento, incluindo pesquisas, testes, pesquisa de opinião, etc.

 

Elaboração de relatórios de sustentabilidade: quem, como, por quê?

  • O que é elaboração de relatórios de sustentabilidade?
  • Quais são os benefícios de se elaborar um relatório de sustentabilidade?
  • Por que precisamos da Estrutura de Relatórios da GRI?
  • O que faz da GRI a escolha certa para relatórios de sustentabilidade?
  • Quem publicou relatórios baseados nas Diretrizes da GRI?
  • A Estrutura de Relatórios da GRI é relevante para minha organização ou setor?
  • As Diretrizes oferecem flexibilidade para os relatores?
  • As Diretrizes ajudam a explorar o valor de uma empresa?
  • As Diretrizes sugerem como relatar?
  • O que é a verificação de um relatório baseado na GRI?

O que é elaboração de relatórios de sustentabilidade?

A elaboração de relatórios de sustentabilidade é um processo para a divulgação pública do desempenho econômico, ambiental e social de uma organização. Muitas organizações percebem que apenas o relatório financeiro já não satisfaz as necessidades dos acionistas, clientes, comunidades e outros stakeholders de informações sobre o desempenho organizacional global.

O termo “Relatório de Sustentabilidade” é sinônimo de relatório cidadão, relatório social, relatório baseado no triple bottom line e outros termos que englobam os aspectos econômicos, ambientais e sociais do desempenho de uma organização.

Quais são os benefícios de se elaborar um relatório de sustentabilidade?

Para as organizações relatoras, a Estrutura de Relatórios da GRI fornece ferramentas para: gestão, maior comparabilidade e redução de custos em sustentabilidade, fortalecimento da marca e da reputação, diferenciação no mercado, proteção contra desgaste da marca resultante das ações de fornecedores ou da concorrência, networking e comunicações.

Para os usuários de relatório, a Estrutura de Relatórios da GRI é uma ferramenta útil de padrão de referência (benchmarking), uma ferramenta de governança corporativa e uma via de diálogo de longo prazo com as organizações relatoras.

Por que precisamos da Estrutura de Relatórios da GRI?

As Empresas seguem uma estrutura de relatório geralmente aceita para relatórios financeiros. Sem uma estrutura igualmente aceita para relatórios de sustentabilidade, tais relatórios poderiam não possuir as características necessárias para torná-los amplamente úteis: credibilidade, consistência e comparabilidade. Se as milhares de empresas que voluntariamente divulgam seus impactos de sustentabilidade não recorressem a uma estrutura de relatório geralmente aceita, elas se arriscariam a produzir relatórios não comparáveis e/ou relatórios que abordam inadequadamente o leque de interesses dos stakeholders. Uma estrutura de relatório geralmente aceita também simplifica a preparação e avaliação do relatório, ajudando tanto relatores como usuários a se beneficiar dos relatórios de sustentabilidade.

Como os custos do desenvolvimento da estrutura da GRI são divididos por seus múltiplos usuários, o custo geral da transação para as organizações relatoras é consideravelmente menor do que poderia ser se uma empresa desenvolvesse uma estrutura de relatório para sua “própria empresa” ou “próprio setor”.

O que faz da GRI a escolha certa para relatórios de sustentabilidade?

Um Processo Multistakeholder.

A GRI acredita firmemente que o engajamento multistakeholder é a forma mais valiosa de se produzir orientações para elaboração de relatório que sejam universalmente aplicáveis e respondam adequadamente às necessidades dos stakeholders. Da mesma forma, todos os elementos da estrutura de relatórios da GRI são criados e continuamente aperfeiçoados por meio de um processo que busca o consenso e que envolve usuários de todo o mundo e de diferentes grupos de stakeholders. Empresas, sociedade civil, trabalhadores, profissionais de contabilidade, investidores, comunidade acadêmica, governos e usuários, todos fazem parte das negociações multistakeholder.

Um Registro de Realização.

A GRI está rapidamente se tornando, na prática, a norma global para relatórios de sustentabilidade. Desde sua criação em 1997, quase 1000 organizações usaram as Diretrizes como referência para seus relatórios de sustentabilidade. Isso inclui organizações de muitos setores e de todos os cantos do planeta. Vários governos e multinacionais de destaque, assim como a União Européia, a OCDE, a ONU e o Fórum Econômico Mundial, têm mencionado as Diretrizes da GRI nas comunicações com seus constituintes. Há literalmente milhares de stakeholders, cerca de 20.000, que participam da grande rede de comunicação da GRI. Os stakeholders estão cada vez mais exigindo da GRI atividades de capacitação que apóiem o uso da estrutura.

Independência.

A GRI mantém sua independência por meio de sua estrutura de governança e da forma de Funding . A estrutura de governança multistakeholder da GRI reflete a diversidade geográfica e de stakeholders que sempre foi a base da legitimidade da GRI. Esses órgãos de governança são o Conselho Diretor, Conselho de Stakeholders (SC), Comitê Consultivo Técnico (TAC), Stakeholders Organizacionais (OS) e Secretaria. Para garantir que não haja dominação de nenhum grupo de stakeholders, Funding / a Captação Externa é assegurada por muitas fontes, tais como Governos, empresas, fundações e organizações multilaterais. O modelo de negócio da GRI busca atingir um certo grau de auto-suficiência.

Quem publicou relatórios baseados nas Diretrizes da GRI?

Até o momento, milhares de organizações dos setores automotivo, empresas de serviço público, produtos de consumo, farmacêutico, financeiro, telecomunicações, transporte, energia e de substâncias químicas, além de órgãos públicos e organizações sem fins lucrativos publicaram relatórios que adotam as Diretrizes em parte ou em sua totalidade. O banco de dados de relatórios apresenta uma relação regularmente atualizada dessas organizações.

A Estrutura de Relatórios da GRI é relevante para minha organização ou setor?

Organizações de todos os portes e tipos que operam em qualquer local deveriam usar a Estrutura de Relatórios da GRI. As Diretrizes compõem a base da Estrutura, e não são específicas a um único setor da indústria. A questão não é se uma organização pode cobrir todos os aspectos das Diretrizes em seu primeiro relatório. A verdadeira questão é se uma organização está realmente comprometida com divulgações sistemáticas de suas informações não financeiras de uma maneira que atenda às expectativas dos stakeholders quanto a rigor, coerência e periodicidade. Essa seriedade pode ser demonstrada de apenas uma forma: lançando um processo de elaboração de relatórios.

Quando existirem, os Suplementos Setoriais poderão ser usados para atender às necessidades específicas de um setor na elaboração de relatórios. Os Suplementos Setoriais deverão ser usados como complemento das Diretrizes, não em substituição a elas. Além de ajudar a fornecer uma estrutura geral também possibilita a divulgação de informações específicas ao setor.

 

As Diretrizes oferecem flexibilidade para os relatores?

 

A Estrutura de Relatórios é relevante para organizações de qualquer porte ou nível de experiência na elaboração de relatórios de sustentabilidade. A Estrutura de Relatórios é configurada de forma que todas as organizações, desde as iniciantes até as relatoras mais sofisticadas, possam rapidamente se inserir na escala de opções oferecidas. Essas opções variam desde a adesão a um conjunto de condições para a elaboração de um relatório "de acordo com" as Diretrizes até uma abordagem progressiva que se inicia com a adesão parcial aos princípios de relatório e/ou ao conteúdo do relatório nas Diretrizes e evolui gradualmente para a adesão completa.

As Diretrizes ajudam a explorar o valor de uma empresa?

 

Nem sempre o valor real de uma empresa está contido em seu relatório financeiro. Um valor de mercado significativo advém de ativos intangíveis como reputação, capacidade de inovar e compromisso com o bem-estar social. A elaboração de um relatório de sustentabilidade baseado nas Diretrizes da GRI ajudará a identificar vários elementos do valor de uma empresa que nem sempre estão evidentes na mera avaliação de seu desempenho financeiro.

As Diretrizes sugerem como relatar?

 

Os Princípios de Relatório apresentados nas Diretrizes oferecem uma estrutura para determinar o que informar e como assegurar a qualidade das informações que você almeja. A seção Conteúdo do Relatório contida nas Diretrizes se refere a o que relatar. Além da Estrutura de Relatórios (Diretrizes, Complementos Setoriais e Protocolos de Indicadores), há alguns documentos de apoio, como o “High 5!”, que oferecem apoio adicional ao processo de elaboração de relatórios e podem ser usados.

O que é a verificação de um relatório baseado na GRI?

 

Em resposta às expectativas dos stakeholders, as organizações relatoras têm adotado uma variedade de estratégias para aumentar a credibilidade e qualidade dos relatórios de sustentabilidade. Uma dessas estratégias é a verificação externa ou independente. A GRI incentiva a verificação independente de relatórios de sustentabilidade e o desenvolvimento de normas e diretrizes para o processo de verificação a serem seguidas por empresas especializadas em verificação externa. A verificação externa de um relatório de sustentabilidade não é uma exigência para relatórios “de acordo com”.

 

Sobre as Diretrizes G3

  • Por que as Diretrizes G3 foram criadas?
  • Como as Diretrizes G3 foram criadas?
  • Quando as Diretrizes G3 foram lançadas?
  • Quais são as principais mudanças da versão 2002 para a versão G3 das Diretrizes?
  • O que é um Nível de Aplicação?
  • Eu tenho usado a versão 2002. Quando e como devo mudar para a G3?
  • Estou começando a elaborar relatórios. Devo usar a versão 2002 ou a versão G3 das Diretrizes?  

Por que as Diretrizes G3 foram criadas?

Antes da publicação da G3 em outubro de 2006, a última atualização das Diretrizes havia sido feita em 2002. Seguindo o espírito de melhoria contínua, a G3 foi desenvolvida visando refletir os anos de experiência e evolução global na elaboração de relatórios baseados nas Diretrizes da GRI.

Como as Diretrizes G3 foram criadas?

As Diretrizes G3 foram criadas por um processo multistakeholder que durou três anos. Durante 2003 e 2004, 450 pessoas em todo o mundo estiveram engajadas em um Processo Estruturado de Feedback visando aprimorar a versão 2002 das Diretrizes. Esse feedback estabeleceu as prioridades para o desenvolvimento da G3. Os temas foram: clareza e propósito dos indicadores e o relatório como processo.


Grupos de trabalho multistakeholder envolvendo 100 especialistas de todos os setores e áreas geográficas se reuniram ao longo de 2005. O Grupo de Trabalho dos Indicadores (IWG) e o Grupo de Trabalho Elaboração de Relatórios como Processo (RPWG) seguiram o direcionamento do Processo Estruturado de Feedback e desenvolveram a Versão Preliminar das Diretrizes G3 após quase um ano de pesquisa, desenvolvimento e busca de consenso. A Versão Preliminar da G3 foi lançada para comentários públicos, as quais receberam 270 contribuições.


Todos os órgãos de governança da GRI se envolveram nos estágios finais de aprovação da G3, incluindo o Conselho Diretor, o Conselho de Stakeholders e o Comitê Consultivo Técnico.

Como as pessoas ao redor do mundo participaram do processo da G3?

Durante 2005 centenas das pessoas se uniram à Rede de Usuários da G3 que forneceu, mediante solicitação, orientação e recursos ad hoc dos grupos de trabalho da G3 ou da Secretaria. Aproximadamente 3.000 pessoas participaram de um dos 28 “Sneak Peaks” internacionais entre janeiro e março de 2006, desenvolvidos para apresentar ao mundo a Versão Preliminar da G3. Entre janeiro e março de 2006, foram recebidas 270 contribuições durante o período de comentários que influenciaram diretamente a finalização da versão preliminar.

 

Quando as Diretrizes G3 foram lançadas?

Após mais de dois anos de processos multistakeholder de busca de consenso, período de comentários públicos e pesquisa e desenvolvimento, a G3 foi lançada em outubro de 2006.

 

Quais são as principais mudanças da versão 2002 para a versão G3 das Diretrizes?

 

Há várias melhorias dignas de nota:

 

  • Os Princípios de Relatório têm agora um papel fundamental na determinação do conteúdo do relatório na busca da qualidade do relatório. Cada um apresenta agora uma breve definição e um conjunto de testes que ajudam em sua aplicação.
  • Uma nova divulgação da estratégia e análise permite que as organizações relatoras descrevam sucintamente sua abordagem geral em relação à gestão da sustentabilidade.
  • As Informações sobre a Forma de Gestão propiciam que o relator explicite o contexto no qual o desempenho da organização deve ser interpretado.

 

O que é um Nível de Aplicação?

Após concluir seu relatório, compare-o aos critérios de Níveis de Aplicação da GRI. Há três níveis, C, B, e A. Um ponto a mais (+) estará disponível para cada nível (C+, B+, A+) caso tenha sido utilizada verificação externa para o relatório. Os critérios para cada nível refletem progressivamente uma cobertura mais ampla da Estrutura de Relatórios da GRI (Diretrizes e Suplementos). Faça em seu relatório uma declaração do nível de relatório atingido. A obtenção de um parecer externo e/ou de uma verificação da Secretaria da GRI a respeito da autodeclaração é opcional.

 

Eu tenho usado a versão 2002. Quando e como devo mudar para a G3?

 

As organizações relatoras que têm experiência com as Diretrizes de 2002 decidirão quando desejam fazer a transição para as Diretrizes G3. A GRI continuará reconhecendo relatórios elaborados com base nas Diretrizes de 2002 por dois ciclos completos de relatórios para que esse processo seja o mais harmônico possível. Dicas e recursos para essa mudança estão disponíveis.